Post de abertura da série “E agora?”. Toda terça-feira, um novo post + vídeo com dicas para escritores! Seja você aspirante, iniciante, experiente… trocar conhecimento é sempre bem-vindo! :)

Tenho muitos motivos para ser grata nessa vida, e um deles é ter pais tão sábios. Conselhos do meu pai e da minha mãe estão presentes nos momentos mais importantes da minha vida, e não foi diferente quando decidi que queria ser escritora.

Na abertura da série “E agora?”, divido com vocês como foi, para mim, o momento que todo escritor enfrenta ao entender que escrever é mais que uma paixão: é o desejo de construir uma carreira.

Aos 16 anos, quando concluí meu primeiro romance, muitos me incentivaram a tentar publicar. Eu já sabia que amava escrever, mas terminar aquele livro elevou minha paixão para o próximo nível. Minha família me apoiou muito e eu comecei a sonhar com a carreira , mas foi o conselho do meu pai que colocou meus pés no chão e me permitiu buscar meu sonho sem cair nas armadilhas desanimadoras da vida. Ele dizia:

“Filha, busque sua carreira, mas nunca deixe de estudar e de trabalhar. Se nada der certo, você tem para onde correr”.

Pode parecer “anti-romântico” ou até mesmo pessimista, mas a lógica desse pensamento é bem simples: o início da carreira do escritor é pouco rentável e cheia de barreiras a serem vencidas. E escrever, muito além das técnicas, é algo que deve vir da alma. Uma das grandes ameaças à criatividade são justamente pressões e preocupações que ficam ali nos rodeando, como fantasmas que espantam a musa inspiradora. Pensamentos como: “Esse livro precisa dar certo… tem que vender muito… precisa pagar minhas contas…” não contribuem em nada para a criatividade. Desse modo, se você colocar em seus ombros a responsabilidade de viver (financeiramente) como escritor antes mesmo dos primeiros resultados aparecerem, abrirá espaço para esse tipo de preocupação.

Isso significa que não dá para viver somente da escrita? É claro que dá! O interessante é garantir outra fonte de renda no difícil começo, para que sua escrita esteja livre de pressões e você escreva por amor, somente por amor.

A decisão mais importante que tomei após levar inúmeros “nãos” de editoras foi: “Vou continuar a escrever porque é o que eu amo fazer, mesmo que eu nunca publique uma única página”.

É incrível a diferença entre “escrever por obrigação” (baseado na pressão para que dê certo) e “escrever por amor”. No momento certo, você saberá a hora de largar tudo e viver somente dessa linda carreira!

E você? Como foi seu momento de “decidir que quer ser escritor”? Divida comigo nos comentário, e não deixe de assistir também ao vídeo de abertura da série, em que eu reservei o minuto final para vocês rirem comigo dos erros de gravação nas tentativas frustradas de gravar o conselho do meu pai! (rs)

Beijos no coração,
Sam :*