Não sei se todos os autores compartilham desse mesmo sentimento, mas eu, particularmente, fico muito feliz quando uma escola me chama para palestrar aos seus alunos ou fazer parte de algum evento! Feira do livro, semana literária, semana das profissões… Conversar com aqueles jovens e ver o brilho nos olhos deles ao ouvirem minha história, saber que minha vivência inspira outros a também sonharem (e buscarem) é gratificante! Sempre volto para casa com a sensação de que valeu a pena, e depois me delicio com as mensagens que recebo nas redes sociais, de alunos que se entusiasmaram para começarem a ler (ou a ler mais) ou que se sentiram inspirados a correrem atrás dos seus próprios sonhos.

O post de hoje nasceu de um jeito diferente. Eu já tinha um roteiro pré-montado e a intenção seria orientar escritores sobre eventos em escolas – como se preparar, como reter a atenção, o que analisar etc. Então, resolvi abrir o tema no Facebook (aqui e aqui) para sugestões e me surpreendi ao receber depoimentos não somente de autores como também de professores e alunos, tanto nos comentários quanto por mensagens privadas, de pessoas que queriam dividir experiências sem ter seus nomes mencionados. Isso foi ótimo para que eu enxergasse todos os ângulos da situação. E a finalidade desse vídeo, que antes seria somente um guia para escritores, agora valerá também para que as escolas entendam a importância da presença do autor junto aos seus alunos e como professores e escritores podem trabalhar juntos para tornar essa visita mais proveitosa possível.

Vamos lá? :)

 

1) Antes de tudo: por que levar escritores nas escolas?

A presença do escritor em uma escola, seja dando uma palestra ou participando de eventos, traz benefícios para todos. Para os alunos em primeiro lugar, porque desperta ou reacende a paixão pelos livros e, muitas vezes, muda a visão deles sobre a literatura.

A leitora Erika Rodrigues contou sua experiência como aluna: “Uma visita da Ruth Rocha na minha escola marcou a minha vida. Eu já gostava de ler, mas fiquei encantada de vez depois dessa visita”. Esse efeito pode ser explicado nas palavras do escritor Marcus Barcelos. Ele diz que “muitas vezes, os alunos têm uma visão deturpada do mercado literário e acham até que escritores sempre são senhores enclausurados. Eles ficam realmente surpresos quando veem um escritor novo”. Eu mesma já experimentei essa sensação na pele! (risos) Para os alunos (e, às vezes, até para alguns professores também), é inspirador estar diante de um escritor e ver que ele é muito diferente das fotos em preto e branco nas apostilas de literatura. Que hoje eles podem ler livros de pessoas com quem podem conversar nas redes sociais, com quem podem bater papo.

A Fran Silva, que é professora e coordena projetos de incentivo à leitura em sua escola, disse: “Ter escritores na escola enriquece nosso trabalho, abre horizontes aos nossos educandos e também aos professores e funcionários, desperta interesse e incentiva a leitura tanto da nossa literatura contemporânea quanto das obras mais clássicas. É tão instigante saber que você pode contar para o escritor o que você acha de determinado personagem! Essa abertura faz com que tenhamos mais vontade de ler”. A Marcia Vieira, também professora e colega da Fran, comentou sobre minha visita à escola delas: “Sou suspeita em falar sobre a importância do contato entre autor e leitor, porque é simplesmente mágico. Esta é a sensação descrita dos meus alunos ao terem a oportunidade de conhecê-la. (…) Percebemos quanto é estimulante e lindo o interesse despertado em todos os alunos, hoje eles procuram e sugerem diversos títulos e, mesmo sem nenhum recurso financeiro, todos se empenham em fazer algo para a realização do ‘Café Literário’, projeto literário que já virou marca registrada da nossa escola”. Ou seja: um projeto que antes era organizado pelos professores passou a ter a participação e contribuição ativa dos alunos, motivados pela presença de escritores em sua escola e pelo desejo de conhecer outros. E a própria leitura se torna um hábito muito mais prazeroso quando trabalhada desta forma!

E há outro fator muito importante: quando ouvem um escritor contar sua história de vida, eles se sentem motivados a buscar seus próprios sonhos, especialmente se este sonho for “ser escritor”. Como disse a Cybelle Santos, muita gente ainda acha que publicar um livro é praticamente impossível. Então, ver ali um exemplo real de conquista faz com que acreditem que eles também podem. O Marcus comentou sobre isso também: “Nossa visita é incentivadora, principalmente quando damos exemplos de escritores famosos que começaram cedo, contamos sobre nossas próprias experiências e apresentamos redes sociais literárias como o Wattpad, onde eles podem dar asas à imaginação. Já recebi confissões de alunos que tinham vergonha de escrever e que ficaram aliviados”. Eu, pessoalmente, coleciono motivos de gratidão por alunos que me escreveram, depois de uma visita minha, para contarem como se sentiram encorajados a escrever, a buscar uma carreira desafiadora, a estudar mais em nome disso… ou que, a partir da leitura dos meus livros, tornaram-se leitores assíduos!

E os benefícios para o autor? São muitos! O primeiro é a divulgação, pois ele pode se apresentar seu trabalho a diversos alunos e professores, muitos dos quais passarão a enxergá-lo como um ídolo e a seguir seu trabalho dali em diante – especialmente se sua presença for bem planejada junto à escola, o que será abordado adiante. Eu mesma tenho, até hoje, leitores que foram alunos das primeiras escolas que visitei, anos atrás, e seguem lendo meus livros e comparecendo aos meus eventos!

Outro benefício é que, se a escola autorizar, você pode vender seus livros no local, o que também traz um retorno positivo.

Então, se há tantos e tantos benefícios… Mesmo assim, o escritor precisa pensar com carinho antes de responder “sim” ao convite de uma escola? Precisa. Entenda por quê:

 

2) Como o escritor pode analisar o convite recebido?

É sempre muito empolgante receber o convite de uma escola para realizar uma palestra aos alunos ou participar de algum evento deles (pelo menos, eu adoro!). Mesmo que você já sinta vontade de gritar um grande “sim”, analise sempre os seguintes fatores:

  • O que a escola espera da minha visita? Precisam que algum tema específico seja abordado? Se for palestra, eu me sinto seguro e preparado para falar sobre isso?
  • Quando será o evento? Terei tempo hábil para ter preparado tudo até lá? (pesquisas, preparação de materiais, slides de apresentação etc.)
  • Qual será o tempo de duração da palestra ou bate-papo? O material que tenho atende a esse tempo ou precisarei remover / incluir tópicos?
  • Será permitido vender livros no local? Se sim, como funcionará?
  • Eles têm computador, projetor de slides e microfone? (para você saber se deve preparar uma fala sem slides. Também para o caso de você ter seu próprio equipamento, já saberá se precisa levá-lo ou se eles já têm)
  • Quantas horas precisarão que eu esteja disponível, no dia do evento? Eu tenho essa disponibilidade?
  • Qual a faixa etária do meu público? Meu livro / tema é adequado para eles? Como posso tornar minha fala mais interessante?

Sobre esta última questão, a Carla Luz dividiu comigo a experiência dela: “Apesar de não ter um livro físico, eu já fui a duas escolas, uma delas para declamar poesia. É preciso adequar os textos que você vai abordar de acordo com a idade. Quando fui declamar poesia, os alunos eram mais velhos, então foquei na questão ‘amor / desilusão’ – e foi batata! Era o que eles estavam pedindo”. Já pensou se ela resolvesse ler um textão longo e complexo? Teria perdido a audiência!

 

3) Que temas abordar? Como falar? E como manter a atenção dos alunos?

Em primeiro lugar: não vá a uma escola no intuito único de “vender livros”. Muitas vezes, você estará lá para vender sonhos. Eu já fiz bate-papos com crianças da pré-escola, que ainda não têm idade nem paciência para lerem meus romances. Não vendi um único exemplar, e nem era esse o intuito. A finalidade era o que vi ali: o brilho nos olhos delas, a admiração e as sementes de esperança que foram plantadas.

Como mencionei no tópico acima, adequar seu conteúdo à idade da audiência é o fator número um. Para a turma de crianças, por exemplo, claro que eu não fiquei contando a sinopse dos meus livros, nem falando sobre mercado literário. Falei sobre sonhos de infância, sobre como as coisas aconteceram como um passe de mágica porque eu estudei e me dediquei muito por aquilo que eu sonhava quando tinha a idade delas. Além, claro, de falar como é mágico viajar nas páginas dos livros! A autora Fernanda Belém compartilha dessa visão: “Muitos pensam que ler é chato, pois associam leitura com obrigação. Nem imaginam a quantidade de histórias que existem e que todo mundo pode encontrar o seu livro perfeito. Tento mostrar para eles que toda leitura vale a pena, o importante é começar. Fico emocionada quando eles me escrevem para dizer que depois que me conheceram, passaram a ler!”. E a querida Cinthia Freire também levantou um ponto importante a ser compartilhado com os alunos: que os livros, muitas vezes, podem ser nossos ouvintes ou nossos conselheiros. Ela disse: “Nesse mundo em que é tão importante ser visto e ‘curtido’, é nas páginas de um livro muitas vezes que um jovem consegue encontrar alguém com quem se identifica”.

É importante que os alunos saibam disso, que os alunos percebam isso, e quando isso é dito e mostrado por um escritor que foi até ali só para falar com eles, a mensagem ganha uma força tremenda. Desde, é claro, que você cative sua audiência!

Como fazer isso? Em primeiro lugar, não se sinta intimidado, especialmente se entrar em um ambiente de adolescentes. Alguns podem ser intimidadores por natureza – sempre tem “a turma do fundão” que vai cochichar, rir baixinho e resistir a prestar atenção. Eu já chego deixando claro que não vim “do lado negro da força” (risos); que estou ali como uma igual, para um bate-papo, e não um monólogo entediante. Que eu sei como é estar sentada naquelas carteiras. Então, já começo falando sobre meus sonhos e desafios na época em que eu tinha a idade deles, sobre a cidade pequena em que nasci e vivi, sobre quanto parecia impossível que a carreira literária acontecesse de verdade. Então, interajo com eles, pergunto se alguém ali gosta de escrever – o que você vê são vários rostos vermelhos e pessoas forçando as outras a levantarem as mãos! Eles morrem de vergonha. Aproveito e conto como eu também me sentia envergonhada, e começo contando minha história, deixando a palestra desenrolar em tom de conversa.

O Andrey Reinaldo dividiu comigo como foi sua primeira palestra, alguns dias atrás: “Fiquei nervoso! O que funcionou para mim é: não olhar diretamente no olho das pessoas. É preciso concentração! Algumas vão estar conversando, e isso tira o foco do que estamos fazendo. Outras estarão tão atentas que nos trarão medo de errar”. Na verdade, essa questão do olhar é muito importante. Uma técnica que aprendi para falar em público se chama “varrer a plateia com o olhar”; enquanto fala, deixe seu olhar saltar por todos os pontos da audiência – um lado, o outro, fundo, frente. Você se acostuma e, logo, não precisa nem pensar mais para fazer isso. Cuidado para não fixar o olhar em uma única pessoa; isso tende a acontecer principalmente quando parte da plateia dispersa ou começa a conversar. O palestrante pode cair no erro de falar olhando só para uma pessoa ou grupo que está prestando atenção. Se um canto do salão se sentir abandonado, sentir que você não está olhando para eles em momento algum, aí é que vão dispersar mesmo. Então, varra sua plateia com o olhar, alcance a todos… isso inclusive impedirá que você perca a concentração percebendo quem está dormindo, quem está te olhando, quem está conversando. E, se perceber que está perdendo a atenção da plateia, não se desespere; faça uma pergunta relacionada ao tema que está abordando, peça que levantem a mão e passe um tempo em silêncio observando as reações e respostas deles. Deixe que interajam e participem! Em casos mais graves, escolha alguém que se manifestou e faça uma pergunta direta. É ótimo para resgatar a atenção e trazê-los de volta para a palestra.

E se você errar, gaguejar, se perder… apenas ria de si mesmo! Pense que você está com amigos, batendo papo. Mesmo que a palestra seja em uma universidade, para adultos; somos humanos, humanos erram. E melhor do que começar a suar frio e se perder ainda mais é descontrair, fazer piada com seu próprio deslize e seguir em frente. Você receberá de volta deles o que oferecer; se for humano, espontâneo e amigável, receberá o carinho de volta. Se for robótico e tiver uma fala decorada, deixará um monte de gente entediada. Claro que é preciso ter uma polidez, um cuidado com as palavras, mas descontraia de vez em quando, provoque umas risadas para criar um clima gostoso e fisgar de volta a atenção de quem dispersou!

E sobre o que falar em uma palestra para alunos? Primeiro, verifique com a escola se esperam que você aborde algum tema específico – literatura nacional, incentivo à leitura, comentar algum gênero literário… Então, encaixe a temática em sua fala. Ou eles podem deixá-lo livre para falar o que quiser. Eu, em minhas palestras, gosto de contar minha experiência, como funciona a publicação de um livro (sem entrar em questões técnicas, apenas para sanar a curiosidade deles), as dificuldades que enfrentei até conseguir minha primeira publicação… Muitos ali não fazem ideia de como a ideia na cabeça de alguém vai parar nas livrarias, e adoram conhecer como funciona. Você também pode falar dos seus livros, mas faça isso de forma breve, e não comercial, como um vendedor. O Samuel Tenório relatou uma experiência sobre isso: “Jamais leia a sinopse do seu livro. Assistindo à apresentação de outros colegas, um aluno comentou: ‘o cara quer apenas vender o livro, não sabe da história que ele mesmo escreveu’”.

No final, encerro com uma mensagem motivacional, incentivando que eles encontrem e busquem seus sonhos com afinco, que não desperdicem a oportunidade de estar ali, em uma boa escola. Falei sobre essa mensagem em um dos vídeos do canal (clique aqui para ver). E, claro, reservo um tempo para responder às perguntas!

Encerrar sua fala com uma citação ou uma mensagem também é uma técnica de palestrantes e, nesse caso em especial, é importante para que os alunos saiam da sua palestra se sentindo capazes. Com a sensação de: “se ela conseguiu, eu também consigo”, seja o sonho dele ser escritor ou qualquer outra ocupação que, no momento, lhe pareça tão impossível. Sabemos que o mundo de hoje está complicado, que muitos jovens não querem saber de nada… e sentir que eu consegui mostrar a eles que vale a pena sim se dedicar, estudar e ir atrás do que você acredita, para mim, não há benefício maior do que esse. Usando a metáfora da mensagem final que eu utilizo: “converter cavalos em cachorros”! (risos)

Tenha em mente que você, ali, para eles, é uma referência. Um farol. Aproveite-se disso e transmita todo o amor que puder!

 

4) Como tirar máximo proveito da visita do autor?

Recebi diversos relatos de autores contando visitas a escolas que foram um grande sucesso, e outras em que os alunos dispersaram porque não foram preparados para o que aconteceria ali. É importante o escritor se alinhar com os professores e a direção da escola para que eles preparem os alunos para sua presença, façam com que saibam quem você é, sua importância, seus livros. Que comuniquem que eles terão a chance de pegar seu autógrafo nos exemplares, ou comprar ali caso a venda seja autorizada. Eu mesma já fui a escolas em que a venda era permitida, mas muitos alunos disseram: “se eu soubesse, teria trazido dinheiro, que pena”. Acontece! Então, a receptividade dos alunos será muito maior se os alunos souberem e entenderem que a visita que receberão é de alguém muito especial.

Nas palavras da autora Tammy Luciano: “O interesse dos alunos na presença de um escritor é muito maior quando eles têm a chance de ler o livro. Então, se tiver uma oportunidade, acerte com a professora e a direção um planejamento para que a ida seja mais produtiva possível. Quando os alunos são informados sobre sua trajetória, sobre quem é esse autor, o que você dirá na palestra será muito mais bem aceito”.

 

5) Cobrar ou não cobrar? Eis a questão!

Quando um autor é chamado para participar de um evento em uma escola, existe a delicada questão de valores. A dúvida é sempre a mesma: cobrar ou não pelo serviço a ser prestado? E quanto?

Em primeiro lugar, nem o escritor nem a escola devem se sentir mal com essa questão. O escritor, como qualquer outro profissional, pode e deve estabelecer o valor do seu dia e da sua hora de trabalho. Mesmo porque muitos autores (a maioria, na verdade) não trabalha somente com os livros e, para estar presente em um evento, muitas vezes perde o dia de trabalho. Eu sei porque essa foi minha realidade por vários anos! Independentemente disso, há seu tempo de trabalho, sua preparação e o esforço em estar ali. Isso tudo tem valor! Desse modo, defina para si qual é o valor do seu dia, da sua hora ou da sua palestra. Sempre com bom senso, de acordo com seus custos, o tempo que você dedicará ao projeto, sua experiência, seu tempo de carreira… Por exemplo, se você acabou de publicar o primeiro livro, não é sensato cobrar o mesmo que um autor com vários anos de carreira, dezenas de livros publicados e que tem inúmeros cursos na bagagem!

Tendo esse valor em mente, é sempre sua decisão de enviar ou não um orçamento – a não ser quando a escola ou instituição já tenha uma verba destinada a este fim e lhe peça ou proponha um valor. Mas, quando estiver diante da indecisão de cobrar ou não, eu sugiro que você conheça a escola ou instituição que fez o convite e o tipo de evento para o qual estão lhe convidando. É alguma causa social ou beneficente? E, sendo ou não, existe uma verba destinada aos palestrantes? Se não da escola, de outros organizadores envolvidos no projeto, como patrocinadores ou a prefeitura?

Muitas vezes, sua presença pode ter uma finalidade mais social, quando o evento se relaciona a algo do gênero ou se, por exemplo, o convite vier de uma escola com alunos de classes baixas. São casos em que vale a pena estudar a possibilidade de doar seu tempo e sua presença. Este ano, por exemplo, eu fui convidada a palestrar na Fundação Casa, a antiga FEBEM. Tenho, inclusive, um post específico sobre essa experiência (clique aqui para ver). Foi pensando na inspiração de vida que eu poderia levar àqueles meninos que eu aceitei o convite sem cobrar um centavo, e jamais me arrependerei disso! Até hoje recebo depoimentos das pessoas que lá trabalham contando como minha palestra e a leitura dos meus livros continuam inspirando esses meninos. Isso não tem preço!

O autor Michael Josh reforça essa necessidade: “Acho muito importante a presença de um escritor, principalmente em escolas públicas. Isso incentiva e motiva o lado criativo dos alunos, e pode trazer leituras mais atuais e próximas da realidade que eles vivem”.

Então, sobre cobrar: cada caso é um caso, e cada escritor terá um valor diferente para sua hora de acordo com seu histórico, seu conhecimento, sua experiência. Pode ser que ele não queira cobrar para fazer parte de uma causa. Ou porque os benefícios da sua divulgação e a venda de livros na escola já sejam o suficiente para ele, naquela ocasião. Pode ser que ele peça auxílio à escola para cobrir seus custos de transporte, deslocamento, hospedagem se for o caso. Qualquer que seja a decisão do autor, é preciso que as escolas sejam compreensivas quando ele propuser um orçamento e/ou reembolso dos custos do seu deslocamento, e o próprio escritor deve ter consciência do seu valor e do quanto é justo e sensato cobrar por sua presença. Se a escola não concordar com o valor ou não tiver aquele montante disponível, pode enviar uma contraproposta, sugerir algo diferente, dialogar, entrar em acordo. Como em qualquer negociação! :)

 

E você? Qual a sua opinião ou ponto de vista sobre o assunto? Escreva nos comentários para mim!

 

Espero que tenham gostado do tema de hoje!

Beijos cheios de carinho,
Sam :*